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Saúde Ocular

Glaucoma: o que é, sintomas e como prevenir a perda de visão

O glaucoma é chamado de ladrão silencioso da visão porque causa perda visual gradual sem dor. Entenda os sintomas, fatores de risco e como o diagnóstico precoce pode preservar sua visão.

Por Dr. Diego Vásquez - Diretor Técnico Médico Oftalmologista | CRM: 98065  ·  RQE: 19991
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Glaucoma: o que é, sintomas e como prevenir a perda de visão

Foto Ilustração: IA generativa

O que é Glaucoma?

O glaucoma é uma doença ocular crônica que afeta o nervo óptico — a estrutura responsável por transmitir as informações visuais do olho ao cérebro. Na maioria dos casos, o dano ao nervo óptico está associado ao aumento da pressão intraocular (a pressão dentro do olho), embora existam formas da doença que se desenvolvem mesmo com pressão dentro dos limites considerados normais.

É uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo e no Brasil, o que torna o diagnóstico precoce fundamental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma afeta mais de 80 milhões de pessoas globalmente, e estima-se que metade delas não saiba que tem a doença — justamente porque os sintomas costumam ser silenciosos nas fases iniciais.

Quais são os sintomas do glaucoma?

O glaucoma é frequentemente chamado de “ladrão silencioso da visão” porque, na forma mais comum — o glaucoma de ângulo aberto —, a perda visual ocorre de maneira gradual e periférica, sem dor e sem sinais evidentes até estágios avançados. Quando o paciente percebe que algo está errado, uma parte significativa do nervo óptico já pode ter sido danificada de forma permanente.

Os principais sinais e sintomas variam conforme o tipo de glaucoma:

Glaucoma de ângulo aberto (forma mais comum):
– Perda gradual da visão periférica (lateral), geralmente em ambos os olhos
– Visão em “túnel” nos estágios avançados
– Ausência de dor ou desconforto nas fases iniciais

Glaucoma de ângulo fechado (forma aguda):
– Dor intensa no olho e na cabeça
– Visão embaçada ou com halos ao redor de luzes
– Náuseas e vômitos
– Olho vermelho e pupila dilatada
– Redução súbita da visão

O glaucoma agudo de ângulo fechado é uma emergência oftalmológica e exige atendimento imediato. Se você ou alguém próximo apresentar esses sintomas, procure um serviço de oftalmologia com urgência.

Quem tem mais risco de desenvolver glaucoma?

Embora qualquer pessoa possa desenvolver glaucoma, alguns fatores aumentam significativamente o risco:

  • Histórico familiar: ter parentes de primeiro grau com glaucoma eleva consideravelmente o risco
  • Idade acima de 40 anos: a prevalência aumenta com o envelhecimento
  • Pressão intraocular elevada: mesmo sem sintomas, pressão alta nos olhos é um fator de risco importante
  • Miopia alta: pessoas com miopia acentuada têm maior predisposição
  • Diabetes e hipertensão arterial: condições sistêmicas que afetam a circulação podem comprometer o nervo óptico
  • Uso prolongado de corticoides: tanto em colírios quanto em medicamentos sistêmicos
  • Raça negra: estudos indicam maior prevalência e progressão mais rápida em pessoas negras

Conhecer esses fatores de risco é essencial para definir a frequência ideal de consultas preventivas com o oftalmologista.

Como o glaucoma é diagnosticado?

O diagnóstico do glaucoma é feito por meio de uma avaliação oftalmológica completa, que inclui diferentes exames para avaliar a saúde do nervo óptico e a função visual. Os principais exames utilizados são:

Tonometria: mede a pressão intraocular. É um exame rápido, indolor e parte fundamental de qualquer consulta preventiva.

Fundoscopia: permite ao médico visualizar diretamente o nervo óptico e identificar sinais de dano ou alterações suspeitas.

Campimetria (campo visual): avalia a extensão e a qualidade da visão periférica, identificando perdas que o paciente ainda não percebe conscientemente.

OCT (Tomografia de Coerência Óptica): exame de imagem de alta precisão que analisa a espessura das fibras nervosas da retina e do nervo óptico, permitindo detectar alterações precoces antes mesmo da perda visual.

Gonioscopia: examina o ângulo de drenagem do humor aquoso, essencial para classificar o tipo de glaucoma.

A combinação desses exames permite ao oftalmologista não apenas confirmar o diagnóstico, mas também determinar o estágio da doença e o melhor plano de tratamento.

O glaucoma tem cura?

O glaucoma não tem cura no sentido de reverter o dano já causado ao nervo óptico — as fibras nervosas perdidas não se regeneram. No entanto, a doença tem tratamento eficaz que, quando iniciado precocemente, é capaz de controlar a progressão e preservar a visão por toda a vida.

O objetivo do tratamento é reduzir a pressão intraocular a níveis seguros para cada paciente, impedindo que o nervo óptico continue a ser danificado. As opções incluem:

Colírios hipotensores oculares: são a primeira linha de tratamento na maioria dos casos. Existem diferentes classes de medicamentos que reduzem a produção de humor aquoso ou aumentam sua drenagem.

Laser (trabeculoplastia): procedimento ambulatorial que melhora a drenagem do humor aquoso pelo ângulo ocular, podendo reduzir ou eliminar a necessidade de colírios.

Cirurgia (trabeculectomia e implantes de drenagem): indicada quando os colírios e o laser não são suficientes para controlar a pressão. Cria uma nova via de drenagem para o humor aquoso.

A adesão ao tratamento é fundamental. Interromper o uso dos colírios ou faltar às consultas de acompanhamento pode permitir que a pressão suba novamente e o nervo óptico continue a ser danificado silenciosamente.

Como prevenir o glaucoma?

Não é possível prevenir completamente o desenvolvimento do glaucoma, especialmente quando há predisposição genética. Porém, é totalmente possível prevenir a cegueira causada pela doença — e isso se faz com diagnóstico precoce.

As principais recomendações são:

  • Consultas regulares com oftalmologista: a partir dos 40 anos, o exame preventivo deve ser anual. Quem tem fatores de risco deve começar antes e com maior frequência
  • Controle de doenças sistêmicas: manter diabetes e hipertensão bem controlados protege também a saúde ocular
  • Evitar uso indiscriminado de corticoides: sempre com orientação médica
  • Não ignorar sintomas: qualquer alteração visual deve ser investigada imediatamente

O glaucoma detectado cedo, antes de causar perda visual significativa, pode ser controlado de forma muito eficaz com tratamento simples. A cegueira por glaucoma é, em grande parte, evitável.

Quando procurar um oftalmologista?

Você deve agendar uma consulta com oftalmologista se:

  • Tem mais de 40 anos e nunca fez um exame preventivo de glaucoma
  • Tem histórico familiar de glaucoma
  • Percebe qualquer alteração na visão periférica
  • Sente dor nos olhos ou vê halos ao redor de luzes
  • Usa colírios com corticoide há mais de algumas semanas
  • Tem diabetes, hipertensão ou miopia alta

Na Visare Hospital de Olhos, realizamos avaliação completa para diagnóstico e acompanhamento do glaucoma, com equipamentos de última geração como o OCT de alta resolução e tonômetro de não contato. Nossa equipe está preparada para oferecer o tratamento mais adequado para cada caso, com acompanhamento individualizado.

Para saber mais sobre o diagnóstico e tratamento do glaucoma na Visare, acesse nossa página de especialidade em glaucoma.

Perguntas Frequentes sobre Glaucoma: o que é, sintomas e como prevenir a perda de visão

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Revisão médica

Dr. Diego García Vásquez Médico Oftalmologista — CRM 90126/SP | RQE 57894

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Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. As informações foram revisadas por médico especialista para garantir precisão e segurança.

Dr. Diego García Vásquez — Médico Oftalmologista

Sobre o autor

Dr. Diego García Vásquez

Médico Oftalmologista — CRM 90126/SP

Formado em Medicina e Cirurgia na Universidade Central del Ecuador, com título revalidado na USP. Especialista em Oftalmologia pela UNIFESP-EPM. Subespecialista em Glaucoma, Catarata, Transplante de Córnea e Cirurgia Refrativa pela UNIFESP.

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